Vários produtos surgiram no mercado, tentando fazer do
processo de gravação de CD-R tão transparente quando de gravar dados em disco
rígido ou disquete. Mais recentemente produtos e tecnologia passaram a oferecer
gravação incremental ou gravação por pacotes (packet writing): JVC, SONY e
mais recentemente ADAPTEC (Direct CD). A promessa é eliminar a tradicional mágoa
de perder um CD-R durante o processo de gravação. Porém o risco permanece
para diversos usuários que usam sistemas de gravação de CD-R para múltiplos
usos.
Os gravadores de CD-R estão custando menos de US$ 100 hoje
em dia, isso significa que cada vez mais pessoas estão tendo acesso a essa
tecnologia. Será que a tecnologia de gravação de CD-R alcançou maior
facilidade de uso?
Vários produtos surgiram no mercado, tentando fazer do
processo de gravação de CD-R tão transparente quando de gravar dados em disco
rígido ou disquete. Mais recentemente produtos e tecnologia passaram a oferecer
gravação incremental ou gravação por pacotes (packet writing): JVC, SONY e
mais recentemente ADAPTEC (Direct CD). A promessa é eliminar a tradicional mágoa
de perder um CD-R durante o processo de gravação. Porém o risco permanece
para diversos usuários que usam sistemas de gravação de CD-R para múltiplos
usos.
A nova tecnologia de gravação por pacotes (packet writing)
veio facilitar a gravação de CD-R como backup e arquivamento de dados, porém
existem outros padrões de gravação de CD-R que permanecem no método antigo
de gravação, que traz o risco do erro mais comum de buffer vazio durante a
gravação (Buffer Under Run).
Muitos usuários que compraram sistemas de gravação de CD-R
para uso pessoal ou profissional, estão descobrindo que gravar um CD-R não é
um processo tão simples como gravar um disquete. Alguns novatos na gravação
de CD-R, depois de instalarem seu gravador, tentaram fazer uma cópia backup do
seu fragmentado disco rígido, completa, com nomes de arquivo fora do padrão
ISO 9660, com vários outros programas rodando ao mesmo tempo, e o "screen
saver" ativado... Essa cópia certamente deu errado. É comum aos usuários
novatos perder os primeiros CD-R durante as "experiências" de gravação
sem os cuidados devidos de configuração do equipamento, do sistema operacional
e do software de gravação.
Todo usuário experiente de gravação de CD-R desenvolveu seu
próprio hábito de gravar CDs. Alguns desses hábitos foram adquiridos de
maneira dura e após a perda de vários discos CD-R. As dicas de 20 usuários
experientes de gravação de CD-R sobre a sua maneira favorita de fazer uma
gravação de CD-R bem sucedida, foram compiladas e geraram 7 recomendações
(regras) para serem seguidas de modo a minimizar as perdas de discos CD-R
durante o processo de gravação, que são:
Gravadores de CD-R bem sucedidos sabem que ignorar essas
regras não necessariamente resultará em erro de gravação. Por que não
minimizar as possibilidades de erro e aspirar uma prática perfeita de gravação
de CD-R?
REGRA
NÚMERO 1 DESFRAGMENTAR O DISCO RÍGIDO
Dados são gravados num disco de CD-R de forma contínua em
trilhas de formato espiral. Em geral os discos CD-R são gravados a partir de
dados armazenados em disco rígido, esses dados (arquivos) em geral são
armazenados em disco de forma fragmentada e quase sempre em locais diversos (não
contíguos). Para minimizar o problema de fragmentação de arquivos no seu
disco rígido, experientes usuários costumam rodar o programa "scandisk"
e "defrag" uma ou duas vezes por semana. Usuários experientes em
gravações de CD-R bem sucedidas, desfragmentam seus discos religiosamente.
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REGRA
NÚMERO 2 DESTINAR UMA PARTIÇÃO EXCLUSIVA PARA A GRAVAÇÃO
Os discos rígidos estão cada dia mais rápidos e maiores.
Alguns usuários profissionais de gravação de CD-R recomendam reservar uma
partição no disco rígido exclusivamente para gravação de dados em CD-R. A
partição deve ser maior que 800 Megas e menor que 1 Gigabyte (FAT 16-cluster
16 Kb), pois partições maiores que 1 Gigabyte utilizam cluster de 32Kb. Nessa
partição deve ser armazenada a imagem "real" (.ISO) do CD-R a ser
gravado, imagem essa que terá num único arquivo todos os dados que serão
armazenados no CD-R. Esse procedimento é mais adequado do que gravar dados
direto de uma grande partição do disco rígido na opção "on the fly".
Outra vantagem dessa partição "exclusiva" para gravação é que ela
estará sempre "desfragmentada" uma vez que deverá estar sempre
vazia.
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REGRA
NÚMERO 3 CRIAR UMA IMAGEM "REAL" DO DISCO A SER GRAVADO
Quando se grava um disco CD-R, os programas de gravação
tipicamente dão duas opções para organizar os dados a serem gravados, criar
uma imagem "real" ou "virtual". A criação de uma imagem
"real" favorece o processo de gravação pois todos os arquivos a
serem gravados no CD-R primeiramente serão armazenados em disco num único
grande arquivo (imagem real), enquanto uma imagem "virtual" consiste
em uma tabela (índice) dos arquivos a serem gravados, onde para cada arquivo são
armazenadas informações (ponteiros) de onde o arquivo começa e termina no
disco.
Na imagem "virtual" você economiza espaço em
disco, porém aumenta a possibilidade de erros na gravação (BufferUnder Run)
pois são acrescentadas diversas "pequenas tarefas" durante o processo
de transferência de dados do disco rígido para o CD-R.
Uma Imagem "real" é gravada no disco rígido no
formato ISO de tal forma que o processo de gravação consiste apenas em
transferir um único "grande arquivo", armazenado em disco em setores
adjacentes, o que minimiza o processo de gravação.
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REGRA
NÚMERO 4 TESTAR ANTES DE GRAVAR
Já ouve um tempo em que ninguém gravava um disco CD-R sem
antes fazer um teste de escrita. Nessa época os disco CD-R custavam US$ 80 cada
e o tempo de teste por volta de hora e meia. Hoje em dia, testes podem ser
feitos nas velocidades 2X (40 minutos) ou 4X (20 minutos) e um disco de CD-R
custa menos que US$ 2.
Porque testar antes de gravar é importante?
Durante o teste de gravação é verificada a habilidade do seu hardware (disco
rígido, controladora SCSI, CPU e gravador de CD-R) de transferir dados rápido
o suficiente para que o "buffer" do gravador não fique vazio durante
o processo de gravação. Quando o teste é bem sucedido a gravação também
deverá ser bem sucedida, salvo problemas no mídia (CD-R) que são muito raros,
no gravador (que pode estar desalinhado) ou de equipamento (ex: falta de luz) ou
mesmo interferência vai Rede (quando o equipamento está em rede).
Sempre que possível o teste de gravação deve ser feito
para minimizar a perda da mídia de CD-R. Com o preço da mídia de CD-R abaixo
de US$ 2, a tendência é poupar tempo e gravar direto, entretanto,
principalmente para novos usuários da tecnologia, é recomendável testar
sempre antes de gravar.
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REGRA
NÚMERO 5 Manter estável o seu sistema
Pode um equipamento estar perfeitamente otimizado,
estabilizado e considerado ideal para gravação de CDs? É uma posição admirável,
porém na prática não se verifica. A única exceção à regra é se você
puder dedicar um equipamento exclusivo para a gravação de CDs. A maioria dos
usuários da tecnologia de CD-R usa seu equipamento para gravação de CDs e
outras atividades. De fato não é uma idéia tão ruim dedicar um 486 DX4-100
com 32 Mb RAM, disco rígido de 1 Mb e uma controladora Fast SCSI exclusiva para
a gravação de CDs, pode ser mais estável que um micro Pentium 166mhz com
todos os periféricos possíveis.
Entretanto, se você não pode deixar de fazer upgrades no
seu sistema operacional, modificar a memória cache, mudar a memória RAM,
instalar uma nova placa de vídeo ou de som, conectar uma nova câmera digital
ou adicionar um novo disco rígido ou outro dispositivo de memória externo, você
deve fazer um esforço para voltar atrás quando alguma coisa der errado. Se
ocorrerem problemas você deve voltar atrás até onde o sistema estava estável
e funcionando.
O processo de gravação convencional ainda depende de uma
configuração "redonda" e a gravação não pode ser interrompida por
outros processos rodando em paralelo, por protetores de tela, etc.
Conforme a orientação de um especialista, usando Windows 95
o processo de gravação é mais estável, quando não se usa os arquivos
Autoexec.bat e Config.sys. A melhor atitude é usar um bom programa de gravação
de CDs e quando mudar a configuração do sistema não gravar nada antes de
rodar os testes de performance que acompanham os bons programas de gravação.
Uma outra sugestão é manter o gravador de CD-R em uma
controladora SCSI exclusiva, diferente da que controla os discos rígidos (se
for o caso de se usar discos rígidos SCSI). O gravador de CD-R pode dividir a
controladora SCSI com outro leitor de CD-ROM SCSI, para permitir cópia de CD
para CD através do barramento SCSI.
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REGRA
NÚMERO 6 DESATIVAR APLICAÇÕES CONCORRENTES DURANTE O PROCESSO DE GRAVAÇÃO
Usuários windows estão acostumados a rodar em seu
computador várias tarefas simultâneamente. Duas teclas transferem o controle
de seu banco de dados para o seu processador de textos ou para a sua aplicação
em CD-ROM ou para o gerenciador de arquivos. Se nenhuma atividade de teclado é
notada, um protetor de tela é acionado automaticamente. Todas essas aplicações
concorrentes usam recursos do sistema.
Quando o micro está em processo de gravação, seu
processador de textos resolve dar um "auto-save" do seu trabalho
corrente, seu protetor de tela repara que não houve atividade de teclado nos últimos
5 minutos e então dispara uma animação na tela do micro, seu telefone toca e
o fax no micro, atende automaticamente a chamada e passa a receber um fax, cada
um desses processos vão requerer acesso ao disco rígido e processos na CPU,
exatamente durante o processo de gravação que não pode ser interrompido,
resultado: BufferUnder Run, o buffer do gravador de CD-R fica vazio e o seu CD-R
está perdido.
Quando se grava um CD-R nenhum outro processo deve estar
ativo ou deve ser ativado durante o processo de gravação.
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REGRA
NÚMERO 7 IDENTIFICAR E TESTAR O SEU DISCO
Depois de uma gravação bem sucedida é hora de identificar
o CD-R e identificar corretamente. Muitos usuários novos da tecnologia,
inadvertidamente arruinaram um CD-R bom usando uma caneta esferográfica para
identificar o CD, ou mesmo colando uma etiqueta e em seguida descolando a mesma
etiqueta para posicionar melhor. Qualquer dano na área onde deve ser
identificado o CD-R (descascando a proteção na parte superior do CD), ou mesmo
arranhando essa parte superior do CD com uma caneta esferográfica danifica
irremediavelmente a mídia. Identificar os discos logo após serem gravados é
um excelente hábito a ser seguido. Use canetas de ponta porosa especiais para
"transparências" ou como já existem hoje, específicas para
identificação de CDs. É também uma boa idéia logo após gravar e
identificar o CD-R, esperar um pouco até que o disco fique "frio" e
testar para ver se está sendo lido em outro CD-ROM. Se for identificado que o
disco não pode ser lido, é uma boa oportunidade para gravar outro.
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