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:: Vida útil de dados Gravados em Mídias CD-R Vida útil de dados Gravados em Mídias CD-R
Vida Útil de dados em Mídias CD-R Os discos CD-R estão em uso a pouco mais de seis anos. O tempo estimado de duração das mídias é baseado em testes de envelhecimento acelerado que expõem os discos CD-R a altos níveis de luz, temperatura e umidade, ou seja, são feitas estimativas de duração dos CDs com testes de laboratório. Para aqueles que usam a mídia CD-R como meio de distribuição de programas e dados, a vida útil desse meio não é tão importante. Por outro lado, aqueles que desejarem usar o CD-R para fins de arquivo permanente devem compreender também que se os discos durarem os estimados cem anos ou mais, a tecnologia exigida para ler os discos, atualmente computadores, sistemas operacionais e drives, certamente estarão obsoletos em menos de vinte anos. Cada tipo de disco CD-R certamente durará mais do que os drives que os tocam ou lêem. Os CDs baseados cianina são mais sensíveis a luz do sol, o que pode encurtar sua vida útil. Os discos baseados em phtalocianina, contrariamente, são menos sensíveis à luz do sol, o que pode aumentar sua vida útil. Na vida real, exposição aos raios solares pode não ser tão danosa quanto o mau manuseio, que pode resultar em arranhões e sujeira na face de leitura e gravação do disco. Em ambos os casos, os discos CD-R podem provar ser mais estáveis por longos períodos de tempo do que os discos produzidos industrialmente, porque a camada reflexiva dourada não está sujeita à corrosão. A camada reflexiva de alumínio em discos produzidos industrialmente pode se corroer mais facilmente quando exposta ao ar e às impurezas no policarbonato e no próprio alumínio. Os fabricantes de discos CD-R fazem estudos sobre a expectativa de vida de seus discos usando testes de aceleração do tempo. Os discos são expostos à luz de lâmpadas especiais a várias temperaturas e níveis de umidade e nessas condições são aferidos pelo método BLER (Block Error Rate = Bloco de Taxa de Erro). O método BLER mede o número de blocos de dados que tenham pelo menos uma ocorrência de erro de dados e é expresso como a taxa de erros por segundo. Entretanto, enquanto alguns fabricantes podem usar o BLER = 50 como o número para o fim da vida, outros podem usar o BLER =50 como metade da vida e por fim BLER = 220 como fim da vida. Há muitas variáveis envolvidas em medir os resultados de tais testes e o método BLER é somente um de tais modos de medida. Esse tipo de teste em si é afetado por muitos outros fatores, cada um dos quais pode estar dentro dos parâmetros permissíveis, porém que, quando combinados tornam o disco ilegível ou difícil de ler. É muito cedo para avaliar o novo tipo de CD baseado na química "Metalized Azo" (cor azul na superfície de gravação). Os testes são feitos de várias maneiras por diferentes fabricantes. O equipamento de teste usado pode produzir uma série de resultados variados do mesmo disco. A leitura do disco depende mais do drive de CD-ROM empregado para tocá-lo do que do equipamento usado para testá-lo. Portanto, é fora de propósito comparar os resultados de diferentes fabricantes que usaram método diferentes para testar e avaliar os seus produtos. A indústria de CD-R necessita um método de teste que seja comum a todos os fabricantes. Este é um dos objetivos do Subcomitê de Compatibilidade Física do CD-R da Associação da Tecnologia de Arquivo de Armazenamento Ótico (OSTA-Optical Storage Technology Association). Os membros deste Subcomitê estão trabalhando juntos para estabelecer um conjunto de parâmetros aceitável por todas as partes e aplicável a todos os produtos. O comitê deve também determinar que tipo de equipamento de teste que deve ser usado e como o equipamento de teste deve ser calibrado. Isto não é um tarefa fácil, dado à complexidade dos meios de fabricação e gravação, a escala infinitesimal das propriedades físicas e os cálculos sofisticados necessários para avaliar a qualidade de um disco. Outro problema em discussão pelo comitê é o que fazer com os resultados do teste. A medida que um CD-R entra na corrente do mercado como um estouro, novos usuários da tecnologia perguntarão quais mídias funcionam melhor em qual gravador e que drives podem melhor ler os discos gravados com maior freqüência. Os fabricantes, contudo, podem achar não ser prudente publicar os resultados dos testes de CD-R. Os procedimentos de testes, parâmetros e equipamentos usados para avaliar produtos CD-R não são tão simples como aqueles usados, digamos, para avaliar impressoras a laser. Os resultados dos testes exigem cuidadosa interpretação.
Como cuidar dos discos CD-R (e
como não cuidar) IMPORTANTE: Arranhões e poeira são prejudiciais aos dados de um CD-R. Os discos são feitos de policarbonato rígido e agüentarão uma série de abusos. A maioria dos aranhões, marca dedos e poeira sobre a face do disco podem ser facilmente compensados por um sofisticado algoritmo interno de correção de erro. É muito mais fácil danificar qualquer tipo de disco compacto do lado da etiqueta do que do lado de dados porque a camada de dados é somente protegida pela etiqueta e uma fina camada de laquê. Um arranhão do lado da etiqueta pode destruir milhares de "bytes". Mesmo assim, a vida de seus discos CD-R é uma função direta da maneira de como você os trata. Segurar os discos pela suas bordas e evitar deixá-los espalhados pela mesa ou empilhados. Armazene seus discos em suas caixas protetoras ou em arquivos próprios.
Limpando o disco CD-R Sempre esteja absolutamente seguro de que os discos estão secos ao serem inseridos no gravador ou leitora de CD. Se os discos a serem gravados tiverem recentemente sido expostos a extremo calor ou frio, sua temperatura afetará a ação de gravar ou ler o disco. Sempre deixe o disco alcançar sua temperatura normal antes de tentar gravá-lo ou lê-lo.
Etiquetando um CD-R Para "personalizar" um CD-R podemos utilizar um impressora de CD-R de jato de tinta ou transferência térmica (método mais profissional e mais caro), escrever sobre o CD-R com uma caneta porosa ou então utilizar uma etiqueta apropriada para CD-R, que pode ser impressa em qualquer tipo de impressora, e então aplicada sobre o CD-R. Alguns cuidados devem ser observados na hora de etiquetar um CD-R. Discos etiquetados erradamente são a maneira mais comum de perder ou danificar os dados. IMPORTANTE: Nunca use um lápis ou caneta de ponta rígida para identificar um disco CD-R. Um objeto afiado pode facilmente penetrar acamada protetora de laquê e danificar definitivamente a camada de dados. Canetas com ponta de feltro podem ser usadas para etiquetar discos CD-R, porém depois de certo período as tintas com base de álcool tendem a esparramar-se através da camada protetora e danificar o ouro e camadas corantes. Procure utilizar canetas para escrever em transparências ou superfícies plásticas. Etiquetas de papel com cola podem descolar do disco devido ao calor gerado pelo tocador de CD ou drive de CD-ROM, tornando ambos o disco e o drive imprestáveis. A cola ou adesivo pode potencialmente reagir com a face do disco prejudicando sua leitura. Etiquetas adesivas, uma vez coladas na face do disco NÃO devem mais ser removidas ou reposicionadas. A etiqueta adesiva pode separar as camadas de ouro e corante do policarbonato, de modo que estas camadas descolarão juntamente com a etiqueta, tornando o disco imprestável. Procure usar etiquetas apropriadas para CD-R. Recomendo a etiqueta de marca GIZMO, que tem uma superfície dourada na parte que adere ao CD-R de forma a não prejudicar sua leitura. IMPORTANTE: Não é preciso um forte adesivo para arrancar fora as camadas de laquê e ouro, mesmo um pedaço de fita celofane poderá fazer o estrago. Não utilize etiquetas retangulares ou de formato diferente da superfície redonda do CD-R.
Destruindo discos CD-R Vários métodos podem ser usados para destruir dados em um CD-R: use solvente para escurecer o policarbonato, faça profundos arranhões no lado da etiqueta, use fita adesiva para arrancar a camada reflexiva, entre outras opções. Depois que seus dados foram eliminados, você pode reciclar seus discos, colando-os juntos como escultura ou usando como enfeite em árvores de Natal.
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